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Tigres não acumulam a poeira dos séculos; Tigres reinventam a vida todos os dias

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Braco Dilacerado por Tigre


Todos aqui no Brasil souberam da trágica situação do garoto de 11 anos resolveu brincar com os animais no Zoológico de Cascavel, Paraná. Ultrapassou a cerca de segurança e passou a correr em volta da jaula do tigre, provocando o animal e colocando o braço entre as grades. E sendo incentivado pelo pai, que assistia a tudo e filmava. Ele estava com o pai e um irmão de 3 anos de idade quando ocorreu o ataque, ocorrido em Cascavel, Paraná, em 30 de julho.
Uma família de Santa Catarina também visitava o espaço, e de acordo com eles, o menino estava em uma área proibida (entre a grade de proteção e a grade das jaulas) e dava comida para o tigre e também para o leão, além de acariciá-los. Eles filmaram, pois acharam um absurdo a situação.
Nas imagens o menino tira comida do bolso e fornece ao animal. O braço dele entra por completo entre as grades. Em outros momentos ele corre de um lado para o outro. O tigre se sente incomodado.
A família resolve ir embora, pois também estavam com crianças, e não concordavam com a atitude. Logo depois escutaram os gritos e retornaram. O professor de música Ricardo Espíndola foi quem auxiliou o pai a retirar o menino de perto da jaula.
Eles deitam o menino no chão e aguardam pelo socorro médico. Segundo relatos, a todo momento a criança grita implorando pelo braço, pois já não o sentia. "Ele estava dando pedaços de alimento, carne e passando a mão, mexendo na pata, nós terminamos de ver os animais, íamos para casa, escutamos os gritos, eu falei, deu problema. Descemos e vimos o pai desesperado correndo com o menino com o braço pendurado, eu ajudei a tirá-lo de perto da grade e chamamos a ambulância", relatou Ricardo. "Ele conversava, mas estava em estado de choque, já falava coisas sem nexo, falava que iria morrer".
A noiva de Ricardo, Fernanda Aparecida Matias, disse que pensou que o pai trabalhava do zoológico por isso a intimidade da criança com os animais. "Ele disse que o menino gostava de bicho mesmo". Ela continua, "o pai estava junto e o menino sempre com o braço para dentro da tela , tentando tratar, tirando coxinha de dentro do bolso, a gente achou "deve trabalhar aqui", nós olhávamos mas ao mesmo tempo ficávamos revoltados porque ele mexia no bicho e o bicho não queria, estava irritado. Falamos quer saber vamos embora, porque o pai não fazia nada e assim que saímos escutamos os gritos e voltamos e o meu noivo ajudou a tirá-lo com o braço daquele jeito".
Socorristas e o médico do Siate prestaram os primeiros atendimentos a criança que foi levada às pressas ao Hospital Universitário (HUOP). Ele teve uma laceração (nervos arrancados) completa no braço direito, e precisou ser entubado ainda no local.
Ao delegado, o pai disse que não viu quando o menino de 11 anos se aproximou da grade porque estava cuidado do caçula, de três anos. Já na entrevista exibida neste domingo ele reconheceu que viu o menino dar comida ao leão e chegar perto da jaula do tigre. As pessoas no entanto dizem que ele incentivava e filmava. E caiu em contradição, né? O delegado reforçou que as testemunhas do parque, que seriam ouvidas depois dos funcionários, não seriam processadas por não ter alertado o garoto, evitando o ataque. Já o pai, deve responder por lesão corporal grave.
O tigre Hu, de 3 anos e meio, foi colocado em isolamento após o ataque. O zoológico descartou veementemente sacrificar o animal, graças a Deus, porque o animal tem seus instintos de defesa, e o pai do garoto que foi irresponsável, como relatem as testemunhas.
De acordo com a bióloga do Zoo, Vanilce Oliveira, o tigre que atacou o menino é Hu, de 3 anos de idade incompletos e é um dos felinos mais dóceis do parque. Ele pesa cerca de 230 quilos e é acostumado com a visitação, mas acredita-se que a maneira com que houve a exposição gerou stress para o animal que acabou atacando o menino numa forma de espantá-lo.
Outra questão levantada pela bióloga é que o animal estava bem tratado, por isso não atacou por fome. Ele foi colocado em uma área de manejo e ficou em observação. "A gente procura manter os guardas mais nesta área, eles foram fazer ronda no recinto dos macacos e neste momento o pai se aproveitou da ausência do guarda para fazer este ato. Vamos verificar com a supervisão o que realmente ocorreu e se for uma atitude errada do guarda, nós vamos tomar as medidas cabíveis", explicou Lauri Dall Agnol.
Trauma  vencido_Em sua primeira entrevista, concedida ao Fantástico, Vrajamany Fernandes Rocha diz que não culpa nem o animal e nem seu pai, Marcos do Carmo Rocha, que o acompanhava no zoológico, pelo ataque. "Fui eu que coloquei a mão na jaula", afirma o garoto.
Vrajamany diz que não estava com medo e não pensou que o tigre pudesse atacá-lo ao ultrapassar a cerca de segurança da jaula do animal e colocar o braço entre as grades. O menino afirma que começou a escalar a jaula para chamar a atenção do animal. "Queria que ele chegasse perto", disse. "Na ambulância, eu já sabia que iam cortar meu braço", afirma, e não culpa o pai:  "O meu pai não teve culpa. Ele não sabia que ia acontecer."





Sensibilizado com a história do menino, empresário doa braço mecânico ao menino, e que tem uma tatuagem de tigre que ocupa todo o braço. Ele recebeu a prótese no dia 16.09_em Sorocaba, SP, de um empresário da cidade, especializado em produtos ortopédicos. A prótese, que é estética e pesa pouco mais de um quilo, é personalizada com o desenho de um tigre, como foi pedido pelo garoto.



Vrajamany chegou à clínica ortopédica ansioso para ver o desenho feito e doado ao menino pelo tatuador de Sorocaba Ricardo Bibiano. O garoto contou que estava curioso para experimentar o braço mecânico e que queria ver o tamanho do desenho do tigre. "Tinham me dito que ia cobrir o braço todo e eu estava muito ansioso para ver. Achei muito 'da hora', adorei mesmo", comenta. Ele esteve em Sorocaba pela terceira vez acompanhado da mãe, padrasto e o irmão.
Segundo o empresário Nelson Nolé, a prótese doada ficou de acordo como ele queria e o menino deixou a clínica já usando o braço mecânico. Além disso, Nolé ressalta que o desenho é tão importante quanto o braço em si para ajudar na autoestima dele. "O desenho serve para tirar qualquer tipo de preconceito e também lembrar a todo mundo que usar prótese não é nenhuma vergonha", explica o empresário. Vrajamany terá de voltar à clínica para fazer ajustes no ombro a cada seis meses.

Desenho de tigre_O padrasto de Vrajamany, Luis Rigamonti, que acompanhou o garoto durante visita à clínica na cidade, contou que ele ficou encantado durante a passagem pela empresa de produtos ortopédicos e se interessou desde o início em fazer a "tatuagem" na prótese do animal que marcou a sua vida.
"Ele não sabia o que ia encontrar quando foi até a empresa. O Vrajamany ficou encantado pelos desenhos e muito interessado no conceito das próteses. No começo, ele comentou que queria desenhar uma caveira no braço mecânico por gostar de rock n roll. Mas, em casa, ele viu que queria mesmo era ‘tatuar’ um tigre”, afirmou.
Sem dores_De acordo com a família, o garoto sofria com a chamada "dor fantasma", uma espécie de efeito colateral psicológico decorrente da amputação do braço direito. No entanto, a mãe de Vrajamany, Mônica Fernandes Santos, conta que ele está melhor e que não sente mais incômodos.
“A gente brinca que o Vrajamany virou ‘menino do tempo’. Toda vez que começa a fazer frio ele sente um incômodo em um ponto da mão que ele perdeu, principalmente no local em foi a mordida do tigre. Mas não é como era antes e isso é uma vitória”, afirma a mãe.
O menino faz terapia ocupacional duas vezes por semana para melhorar o condicionamento físico, além de acompanhamento com psicólogos. “O tratamento está indo bem e ele está progredindo a cada dia. Ele não tem mais dores na cicatriz e agora consegue andar melhor. É como se ele tivesse nascido de novo. Agora ele tem duas datas de aniversário. Além disso, criamos um site para que pessoas que tiveram membros implantados e deem dicas a ele", comenta.
Vrajamany já voltou para a escola e passa o tempo livre mexendo no celular. Destro, ele ainda trabalha para recuperar a escrita. “Ainda não consigo escrever com o braço esquerdo e na escola uso um computador pra ficar mais fácil”, conta.

Braço biônico_O menino falou sobre o interesse em adquirir uma prótese humanoide, que só responde aos movimentos básicos e não tem sensibilidade, ele poderá recebê-la aos 18 anos em definitivo. No entanto, conforme as observações de Nolé, Vrajamany sofreu uma amputação total do braço, o que não permite que uma prótese biônica seja possível. “O braço inteiro desarticulou. Se tivesse sobrado alguma parte, seria possível fazer uma prótese ativada pelo comando cerebral. Mas infelizmente, esse não é o caso. O braço mecânico tem fins apenas estéticos."
Sobre a afirmação do empresário, Luís diz que Vrajamany está consciente sobre a prótese oferecida pelo empresário e de que, a princípio, o equipamento biônico não está disponível. “Nós conversamos muito e ele sabe que isso não será possível. A prótese humanoide ainda está em testes e não serve por enquanto. Sabemos que ele vai se adaptar com a prótese estética”, diz.
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