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Uma Aventura Lego

Lançamento: 7 de fevereiro de 2014 (1h40min) 
Direção: Phil Lord, Christopher Miller
Com : Chris Pratt, Will Ferrell, Elizabeth Banks mais
Gênero: Aventura , Animação
Nacionalidade: EUA , Austrália , Dinamarca
A partir de 6 anos
Sinopse_ Emmet (Chris Pratt) é um Lego comum, até o dia em que é confundido com o Master Builder, o grande criador deste mundo de brinquedo, por ter encontrado a famosa peça de resistência. Este peça, procurada por todos há séculos, seria capaz de desarmar uma poderosa máquina criada pelo presidente do país, o perverso Sr. Negócios, que pretende colar todas as peças e impedir as mudanças no sistema. Mesmo sem ter grandes habilidades como criador, Emmet gosta de ser considerado um Lego especial, e faz de tudo para merecer a confiança de seus amigos, que incluem a rebelde Mega Estilo, o sábio Vitrúvius, e o gato-unicórnio UniKitty.
Análise_ O início desta animação é frenético. Sem apresentar os personagens, nem o tom do filme, o espectador é jogado diretamente na trama, com o conflito entre os moradores de uma pacata cidade mercantil e um presidente interessado apenas nos lucros. O movimento robótico dos Legos e a simplicidade das expressões são utilizados para criar uma das representações mais corrosivas que o cinema americano já fez sobre a alienação. Emmet, protagonista e anti-herói desta história, é um homem simplório que acata ordens e concorda com todas as medidas do presidente.

Ele respeita indicações nas embalagens, compra produtos caros e repete à exaustão um hit insuportável das rádios locais: “Tudo é incrível”, música alegre indicada para transformar as pessoas em carneiros facilmente manipuláveis. O início anticapitalista é tão feroz que parece abrir portas para uma espécie de manual comunista ao alcance das crianças. No entanto, como poderia se esperar, as coisas mudam de figura...
Para se aventurar pela ideologia de Uma Aventura Lego, vale destacar o que disfarça a sua moral, ou seja, o visual incrível da produção. Explorando o estilo dos brinquedos Lego como motor criativo, ao invés de limitação, os diretores Phil Lord e Chris Miller criam cenas de ação e aventura como há muito tempo não se via. Na versão Lego, os fenômenos da natureza (maremotos, incêndios, névoa) ganham contornos esteticamente inovadores, instigantes, misturando a tecnologia digital mais avançada com o aspecto precário do jogo mecânico. As soluções encontradas para representar o movimento comprovam a criatividade dos diretores.
Além do visual, merecem elogios o senso de humor inteligente e autoparódico da produção. Do início ao fim, a narrativa brinca com a estrutura limitada dos bonecos (uma peça inteira representando os cabelos, ganchos no lugar das mãos, andar robótico), atingindo picos de hilaridade ao tentar representar a tradicional cena da mulher sedutora jogando os cabelos, como em um comercial de xampu – o que, no caso, transforma-se no cabelo inteiriço da Mega Estilo girando em torno do eixo da cabeça. A história é igualmente recheada de sátiras pop, retratando o Batman como um mulherengo arrogante, o Lanterna Verde como um herói de segunda linha, e incluindo numa mesma sala Chewbacca, Abraham Lincoln, Gandalf, Dumbledore, unicórnios e Shaquille O’Neal.

No entanto, nem tudo são flores: o 3D é usado sem muito cuidado, em cenas que exploram pouco a terceira dimensão. Além disso, o 3D escurece demais a projeção, perdendo o brilho e as cores de um filme que se apoia justamente no aspecto multicolorido. Já a dublagem nacional não colabora muito: é uma pena não ter as vozes originais deste elenco que é um verdadeiro time dos sonhos da comédia, incluindo Chris Pratt, Morgan Freeman, Elizabeth Banks, Jonah Hill, Channing Tatum, Will Arnett e Will Ferrell.
 Mas estes problemas são pequenos perto da conclusão. No término, Uma Aventura Lego toma uma direção totalmente inesperada, cuja tarefa é tornar dois aspectos mais explícitos: 1) A mensagem edificante, combinando dois lemas quase antagônicos, “unidos venceremos” e “pense diferente dos demais”, 2) O fato de que esta é, caso alguém ainda não tenha percebido, uma grande propaganda para os produtos Lego, fazendo desta obra a primeira campanha publicitária de 1h30 de duração nas telas do cinema.


Assim, o filme insiste que é preciso existirem pessoas manipulando os brinquedos para esse grande mundo de fantasia ganhar vida. Os produtos Lego podem até solucionar os conflitos entre pai e filho e trazer a paz familiar. Mas é preciso comprar brincar, é preciso acreditar. No final, ao som da música-chiclete “Tudo é incrível”, aquela mesma usada para ilustrar a alienação consumista na cena inicial, o espectador pode ter certeza que acabou de ver uma campanha de marketing incrível, gigantesca, divertida, inteligente e perversa.
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