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Tigres não acumulam a poeira dos séculos; Tigres reinventam a vida todos os dias

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Eduardo Kobra


Conheço o trabalho do Kobra há algum tempo, mas como todo o mundo tava falando e sou 'do contra' não quis falar, agora, quero!
Então, gente é isso aí, adoro grafite, afinal ver arte espalhada na crueza desta cidade é festa para os olhos, quem não gosta , não é, afinal todo o tipo de arte, tem o poder de emocionar, de verdade, e o trabalho do Kobra é exatamente isso, impacto e emoção!
“Gosto do Kobra, gosto do Kobra, eu achei bacana encontrar ele em High Line. Acho legal, ele é muito urbano”, fala a decoradora Carmita Rossignoli, igual a uma criança, sim é assim que a gente fica quando se depara com a arte do Kobra!... Carmita estava se referindo a um de seus mais nostálgicos e românticos trabalhos, a obra  ‘explosão de amor’, a primeira e mais famosa obra dele em Nova York: ela fica ao lado do High Line, um dos pontos mais visitados pelos turistas. A inspiração foi a foto do beijo, em que um casal comemora na Times Square o fim da Segunda Guerra Mundial.

 “A realização de um sonho porque eu comecei a pintar por conta dos grafiteiros de Nova York. Só quero poder seguir pintando e colocando meu trabalho nas ruas, que é onde ele surgiu”, falando de como foi criar um ponto turístico em Nova York.
Kobra é um expoente da neovanguarda paulista. Seu talento surgiu por volta de 1987, na periferia de São Paulo, e logo se espalhou, seguindo os desdobramentos que a arte urbana ganhou em São Paulo. O momento era de contestação(a partir de 1985): após o Movimento Diretas já , votação de nova Constituição, essas coisas, e o grafitte, explodiu em Sampa. Em meio a tudo isto, Kobra, desenvolve o projeto “Muros da memória”  buscando transformar a paisagem urbana através da arte e resgatar a memória da cidade. Ele tem um modo peculiar de criar, ele pinta, mas também adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século XX, numa junção de nostalgia e modernidade, resultando em pinturas cenográficas, algumas monumentais, como portais para saudosos momentos da cidade.

O Artista_ Paulistano do Campo Limpo, Kobra começou a usar o spray com 12 anos, pichando as paredes da escola onde estudava. Ao se aproximar do hip hop, deixou o vandalismo e se aprimorou no grafite, apostando em técnicas mais realistas. A convivência exagerada com a tinta lhe rendeu contaminação por metais como chumbo e mercúrio, com consequentes problemas respiratórios, que o incomodam até hoje. “É a mesma doença que o Portinari teve”, afirma ele, que agora só manuseia materiais atóxicos.
Kobra apresenta obras ricas em traço, luz e sombra. O resultado é uma série de murais tridimensionais, formado por figuras geométricas coloridíssimas, que nenhum de nós conseguiria reproduzir! Ele estabelece uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia, com a constante agitação característica dos grandes centros, como é São Paulo hoje... Reproduz cenas de filme, grandes nomes da história: cinema, literatura, música, política... e deixa a cidade mais lúdica, mais intimista, enfim, menos cruel, sai do preto, cinza, vidro e asfalto, explodindo em luz e cor!
Kobra realiza exposições dentro e fora do Brasil, além de pesquisas com materiais reciclados e novas tecnologias, como a pintura em 3D sobre pavimentos. O artista realizou na Praça Patriarca, no centro de São Paulo, a primeira pintura em 3D sobre pavimento do Brasil. A técnica anamórfica consiste em enganar os olhos”: a pintura pode parecer distorcida em certo ângulo, mas, vista do ângulo correto, estipulado pelo artista ela se “torna” 3D, apresentando uma incrível variação de profundidade e realismo.Um projeto do artista, chamado “Green Pincel”, visa combater artisticamente os vários tipos de agressões do homem a natureza e ao meio ambiente.
Inquieto e irrefreável em suas buscas criativas, Kobra é hoje, um fenômeno da arte brasileira da neovanguarda que  não se pode ignorar.
Kobra tem tem mais de cinquenta grafites espalhadas pela cidade, sendo que o maior deles, de 1.000 metros quadrados, fica na Avenida 23 de Maio, perto do Viaduto Tutoia. “Fizemos essa imagem cheia de gente para humanizar o espaço”, diz ele, sobre os homens de chapéu e mulheres em longos vestidos, que criam uma cena urbana da década de 20. Kobra tem autorização da prefeitura para executar seus projetos. Com a exposição de seus trabalhos em vias de grande circulação, ganhou visibilidade e passou a faturar alto. Empresas como Nestlé, AmBev e Samsung já o contrataram para pintar muros ou ilustrar embalagens — o cachê varia entre 20.000 e 200.000 reais.
Apesar do gosto por cenas históricas, também de dedica a causas ambientais. Em 2011 criou um painel na Avenida Brigadeiro Faria Lima que retrata um bezerro morto ao ser agarrado por um peão em rodeio de Barretos. Na imagem, o caubói aparece com um capuz de carrasco, ao lado de uma frase que se propõe a criar impacto: “Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida”. O mesmo tom denuncista marca o painel “Evolução Desumana”, com macacos que “evoluem” até se tornarem homens armados em uma guerra, pintado em Atenas, na Grécia.
Ele não é uma unanimidade. Como todo artista deste porte, recebe críticas e é alvo de inveja  “Ele é bom mesmo em autopromoção”, diz Ricardo Ferreira , o Kaur, que em 2009, reuniu grafiteiros para atrapalhar a confecção do painel da 23 de Maio, sobrepondo outros desenhos aos dele. “Não gostamos que ele se intitule grafiteiro, porque é um trabalho que nunca somou nada artisticamente.” 
É o que ele pensa, e como digo desde pequena, "o que o cara pensa, tá na cabeça dele, não interfere no que eu penso, no que eu sinto". E Kobra, com a calma do artista completo, responde, tranquilo-e-bem-pago: “Cada um pode falar o que quiser”.
Beijinho no ombro, Kobra!!
A obra número 1 foi para o SPFW de 2014, a 2, é bem clara; homenageando o nosso
grande Drummond, a 3 o fabuloso Eistein,  a 4 é uma obra em Moscou, a do meio,
fala por si.


Fontes: carloscobra.com, portal G1, Uol notícias

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